sábado, 2 de outubro de 2010

Dia 63: o dia em que não fui a Leipzig

Depois de doze dias seguidos enfiado no escritório, este dia estava reservado para uma viagem de comboio de pouco mais de uma hora até à cidade de Leipzig. Ao final da tarde de sexta tinha estado a ver os bilhetes de comboio, mas tinha decidido não os comprar na altura porque precisava de descansar e poderia dar-se o caso de não estar pronto para sair à hora do comboio para o qual teria comprado bilhete.

Ainda bem que eu penso sempre nestas coisas, já que à hora que o comboio saiu, ainda eu estava a dormir. Se tivesse comprado o bilhete de comboio, lá teriam ido 45 Euros pelo cano... E como possivelmente não teria ido a Leipzig, teria também perdido o dinheiro do bilhete de regresso.

Assim sendo, o dia foi passado na solarenga cidade de Berlim, a ver mais algumas das coisas que há por aqui para mostrar aos turistas e não só. Curta viagem de U-Bahn para chegar até à estação de Sophie-Charlotte-PlatzAddress:‎ e começar a visita por aí.

Lietzenseepark, que é um dos muitos espaços verdes que existem na cidade de Berlim. O parque é em torno do Lietzensee e eu não imagino o preço das casas que ali ficam ao lado.


Percorri o caminho em redor do lago enquanto foi possível, até que cheguei ao fim do mesmo e decidi procurar almoço, uma vez que já estava na hora.


Do almoço pouco ou nada haveria para dizer, não fosse o caso de numa rádio alemã a dada altura ter passado a música da lambada, na versão original em brasileiro... Medo! Terminado o repasto, estava então na altura de andar mais um pouco até chegar ao centro de congressos de Berlim, ou Internationales Congress Centrum Berlin (ICC).


Logo ali ao lado fica a Berliner Funkturm, ou Torre de Rádio de Berlim, que parece aquela torre no meio daquele país onde se fala a língua de Voltaire, ainda que em ponto pequeno, e ainda emite nos dias que correm.


Dizem que tem uma vista fantástica lá de cima, mas pediram-me uma contribuição monetária para verificar isso, pelo que ficará para outro dia. Andei então um pouco mais até chegar a um dos palácios mais famosos aqui da zona.

 


Schloss Charlottenburg, ou Palácio de Charlottenburg, é o maior palácio de Berlim e já vem do final do século XVII. Mandado construído por Sophie Charlotte, a esposa de Friedrich III, o palácio foi bastante atingido pelos bombardeamentos durante a II Guerra Mundial, mas foi reconstruído posteriormente.

Mania que esta gente tem de pedir dinheiro para se entrar nos sítios... Tenho de arranjar uma T-Shirt a dizer "Sou Português, o meu país está perto da falência e vocês querem que eu gaste o pouco dinheiro que ainda sobra para ver os vossos tesouros culturais? É já..." Claro que a visita ao interior ficará para outro dia. Ou então não.

Fico-me então pelos jardins exteriores que também valem a pena a visita.

 

Mais volta menos volta, uma passagem pela casa de chá, localmente conhecida por Belvedere, e estava então na hora de regressar, até porque o cansaço acumulado de 12 dias sem parar, começava a manifestar-se a partir dos músculos nas pernas.


Sem comentários:

Enviar um comentário