domingo, 10 de outubro de 2010

Dia 71: é o fungagá, fungagá da bicharada

Berlim é uma cidade famosa por muitos motivos, desde ser a cidade que tinha o muro até ser a capital da Alemanha, passando por muitos outros lá pelo meio. Um deles é sem dúvida o Zoologischer Garten Berlin, o mais antigo e mais conhecido jardim zoológico da Alemanha. Para lá chegar vai-se até à estação de U-Bahn e S-Bahn Zoologischer Garten, que, para quem não sabe, está na origem do nome da música Zoo Station dos U2, de 1991. Coincidência ou não, U2 é também o nome de uma das linhas de U-Bahn que passa nesta estação.

Datado originalmente de 1844, cobre uma área de cerca de 34 hectares, exibindo cerca de 1500 espécies e 1600 animais, e normalmente diz-se que é o jardim zoológico com a mais extensa colecção do mundo. Claro que como tantas outras coisas em Berlim, a Segunda Guerra não lhe foi muito simpática, sendo que dos cerca de 3700 animais que havia na altura, apenas 91 ficaram para contar a história. Há inclusivamente relatos de animais que andaram a mostrar-se por Berlim, após os bombardeamentos. Claro que como tantas outras coisas em Berlim, o zoo foi reconstruído depois de a guerra terminar.


Tem de se pagar para entrar, mas isto é um das causas pelas quais eu pago de boa vontade. Depois de passar a porta dos elefantes, uma das duas que podem ser utilizadas para entrar no zoo, deparamo-nos então com o interior do mesmo, e desde logo ficamos a perceber que temos muitas horas e muitos passos pela frente.
 


Como é que se vê um zoo que ocupa 34 hectares, ou seja cerca de 340 mil metros quadrados, que tem tantos caminhos? Podíamos recorrer à matemática, optimização operacional e ciência da computação para tentar resolver este problema como se fosse o problema do caixeiro viajante. Este problema, em que um caixeiro viajante tem de visitar várias cidades, com vários caminhos entre elas, e o caixeiro quer percorrer o menor caminho possível, visitando todas as cidades apenas uma vez, é considerado um clássico da computação. É um problema do tipo NP-complexo, ou seja resolvê-lo é uma tarefa que requer tempo (e espaço) polinomial não determinista, ou em português que todos entendemos, à partida não é possível dizer quanto tempo levará a encontrar um solução óptima.

Claro que se simplificarmos o problema, dizendo por exemplo que não nos importamos de passar mais que uma vez no mesmo sítio, desde que consigamos ver tudo o que há para ver, e que nos contentamos com uma solução boa em vez de uma solução óptima, a situação fica muito mais fácil de resolver. Podemos, por exemplo, usar uma estratégia bastante popular chamada de dividir para reinar, em que a área maior é dividida em áreas mais pequenas, sendo que essas áreas mais pequenas são depois percorridas em movimento rotativo, por exemplo no sentido dos ponteiros do relógio. Foi basicamente isto que fiz.

Ao começar a percorrer os caminhos, desde logo verificamos que há animais que andam à solta, sem qualquer protecção de e para quem os visita. A maioria dos animais, como seria de esperar, está separada dos visitantes por vedações, fossos com água ou vidros.

 

Numa das fotos está o bambi (acho eu) e a família, na outra um grupo de pelicanos.

 
 
 
 

Mamíferos de várias espécies, incluindo castores e alpacas, e também uns que não sendo mamíferos, estavam ali ao lado, chamados flamingos. Por perto estavam os elefantes. Não um, não dois, não três, mas uma carrada deles. E é incrível que um animal deste tamanho consiga uma elegância fenomenal a andar num pequeno muro de cimento com menos de 30cm de largo...







Continuando o percurso, rapidamente cheguei à zona das cabras, de origem asiática e africana, que estavam apenas um pouquinho antes das sempre elegantes girafas. E ao lado, mais uns que eu não sei o nome...

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Seguiram-se então os primatas, sendo que alguns deles eram macacos e estavam, por isso, a fazer macacadas. Eles têm muito espaço para andar na rua, mas à hora que lá passei estavam na zona das jaulas, penso eu que devido a ser hora da sua alimentação.

 
 
 
 
 
 
 


Mais duas espécies de que eu não sei o nome e o tapir.

 
 

A zona dos pássaros era logo ali ao lado e estavam lá exemplares de algumas espécies conhecidas, como sejam uma réplica do Hedwig, a coruja do Harry Potter, ou uma réplica da enorme e sempre magnífica Vitória!



Depois chegou a vez de passar perto dos triceratops, perdão, dos rinocerontes. Ali ao lado estavam também os hipopótamos e mais uma variação de tapir.

 
 
 
 
 
 
 

Os animais seguintes dispensam apresentações. E a última foto da sequência até dá para ver qual é a cor de um deles quando foge. Sim, estou a falar de burros, com vacas e cabras lá pelo meio!

 
 
 
 
 

Mais uma zona de animais com asas, antes de chegar ao sítio de um dos mais famosos habitantes deste espaço.

 
 
 
 
 

O Knut é um habitante deste espaço que goza de fama a nível mundial, tendo inclusivamente já aparecido em capas de revistas e tudo. Ficou famoso porque a mãe o rejeitou após ter nascido, e desde então passou a ser cuidado pelos tratadores do zoo. Ficou famoso porque um activista dos direitos dos animais disse que era preferível matar esta cria do que ter humanos a cuidar dela, o que gerou uma onda de protesto das crianças locais e respectivos pais, bem como um aumento das receitas do zoo. Entretanto a cria cresceu e ficou do tamanho dos pais. Não sei exactamente qual dos ursos polares que aparecem na foto é o Knut, mas tenho a certeza que é um deles.

 
 
 

E já que estamos a falar de ursos polares, qual é a marca de refrigerantes que nos passa imediatamente pela cabeça quando pensamos em ursos polares? Claro que só podia ser aquela que tem ursos polares na publicidade. Pois muito bem, numa máquina de distribuição de bebidas no zoo, ali perto dos ursos polares, a imagem não engana.


Lobos, coatis, cães selvagens africanos e gaúres eram os próximos na lista.

 
 
 
 
 
 
 
 

Mais uns passos e chega-se à zona dos pinguins, focas e lontras.









Várias espécies de gazelas, zebras, antílopes e okapis. Estes okapis são um caso interessante, na medida em que são da família das girafas, mas têm pescoço curto, e também têm riscas no corpo como as zebras. É quase como se um zebro tivesse andado na bricadeirinha com uma girafa...

 
 
 

Mais algumas espécies de gazelas, avestruzes, burros (desta vez japoneses) e cangurus.

 
 
 
 
 
 
 

Este zoo também é conhecido pelo Bao Bao, um panda gigante. Estava na hora de comer e por isso estava recolhido em vez de andar cá fora a passear. Ali perto há outros animais que têm aspecto de fofos.

 
 

Zoo que é zoo tem de ter uma secção com os grandes gatos, pelo que o zoo de Berlim tem vários. Apanhei-os na hora da comida e estavam todos dentro de casa, sendo que cá fora têm bastante espaço para andar à vontade. Leões, leopardos, tigres, panteras, é a vossa vez.

 
 
 
 
 
 
 
 

O leão não deve ter gostado da minha camisola encarnada e começou a reclamar num barulho infernal enquanto eu ali estava. Agora que penso nisso, há mais leões que não gostam da camisola encarnada e reclamam com barulho ainda antes de a terem à distância do olhar...


Também vi as versões pequenas de alguns destes gatos grandes a brincar.


Depois dos grandes gatos, havia ainda mais alguns animais para ver. 

 
 
 
 
 
 
 

Antes da visita terminar, havia ainda espaço para uma informação importante.


Fica na lista de coisas a fazer...

No final da visita ao zoo, e porque havia ainda umas horas de dia para aproveitar, apesar de o cansaço já se fazer sentir, apanhar o S-Bahn e ir até Alexander Platz, a zona central do lado Este de Berlim, onde se podem encontrar alguns ícones de Berlim, como sejam o Weltzeituhr, ou relógio mundial, e a igualmente famosa Fernsehturm, ou torre da televisão.

 
 
 
 

Sem comentários:

Enviar um comentário