San Francisco é uma cidade fantástica, e tem alguns museus também eles muito interessantes. Este dia fica marcado pela visita à Academia de Ciências da Califórnia, que fica, como seria de esperar, em San Francisco.
Segundo eles dizem, é o único local no mundo que tem um aquário, um planetário, um museu de história natural e 4 pisos de floresta tropical, tudo debaixo do mesmo tecto. Confirmo que têm lá isso tudo, só não posso confirmar se é o único sítio no mundo a poder dizer isso.
Ao contrário do que escrevi aqui há cerca de uma ano, desta vez fui mesmo vê-lo por dentro. Para relembrar o edifício de que estou a falar, aqui ficam as fotos do lado de fora, que foram tiradas no ano passado.
Comprado o bilhete, estava então na hora de entrar. Por dentro o museu está bastante bem organizado e é fácil de descobrir o que se quer ver. Claro que levar o mapa do dito facilita muita coisa. Por onde começar? Por cima e vai-se vendo as coisas à medida que se desce, porque a saída é ao nível da rua. Esta abordagem faz sempre sentido neste tipo de museus.
Então comecemos pelo telhado, ou melhor dizendo, pela cobertura do edifício.
Para além de conferir um aspecto fascinante ao edifício, esta cobertura viva, onde habitam várias centenas de espécies, e cuja disposição em colinas é uma homenagem à geografia da cidade que a acolhe, tem também funções ambientais. Por não ser a tradicional cobertura de betão ou alcatrão, esta cobertura torna o edifício mais fresco de modo natural e sem ser necessário gastar energia, e as plantas ainda contribuem para a transformação do Dióxido de Carbono em Oxigénio. No Inverno também possibilita a utilização de menos energia para aquecer o edifício.
Descendo então do telhado, chegámos rapidamente à zona da exposição temática (e também temporária). Répteis. Chegámos à entrada e reparámos que não tínhamos comprado bilhete para aquela exibição temporária. São membros da Academia? Não. São locais de San Francisco? Não. Então entrem lá por esta porta e não digam nada a ninguém. Apesar de o bilhete do museu dar acesso a todas as partes do mesmo, posso estar enganado, mas acho convictamente que para entrar nesta exibição era preciso ter pago mais qualquer coisa... A rapariga à entrada foi simpática e não pagámos.
Portanto, venham de lá os répteis. Sem mais palavras aqui ficam, para quem gosta destes bichos.
Houve aí um dos lagartos que se começou a atirar contra o vidro quando me viu de camisola vermelha... Fiquei a pensar se lagartos a ficarem lixados da vida quando avistam camisolas vermelhas não será uma questão natural...
Seguiu-se depois uma secção dedicada às alterações ambientais.
Uma secção de história natural.
E depois, a entrada na zona da floresta tropical, que é aquela estrutura em forma de esfera que aparece nalgumas fotos mais acima, onde conseguimos perceber o efeito que aquelas tampas que aparecem no telhado vivo têm na temperatura daquela zona do edifício. Dentro da esfera está o chamado clima tropical: quente e húmido, o que é bastante agradável para as espécies que lá vivem.
Saindo da zona da floresta tropical, depois de verificar que nenhum espécime tinha pedido boleia na nossa roupa, entra-se então na zona do aquário, onde há espécies para todos os gostos.
Para terminar, uma imitação robótica de como uma cobra se comporta, e ainda a zona dos pinguins. Estava na hora de lhes darem comer, mas não ficámos para ver. Afinal de contas, às 16.00 também é hora de nós humanos almoçarmos...
Almoço no Pacific Catch, tal como quando este que aqui escreve esteve por estas bandas há cerca de um ano. Se o sítio é bom, a comida fantástica e as empregadas simpáticas, competentes (e giras, porque não dizê-lo?), para quê procurar mais?


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