segunda-feira, 2 de maio de 2011

Dias 269 e 270: o regresso ao ponto de partida

28 de Abril de 2011. Esta data marca o início da viagem de regresso das nuvens à baía, ainda que seja apenas um regresso temporário.

Chegar ao aeroporto e fazer o check-in para o vôo do costume da travessia atlântica. Tem peso a mais na bagagem, o limite são 25 quilos e tem 28. São 137 euros, mas se quiser pode tirar alguma coisa da mala. Não tenho nada que possa tirar. Mas não tem roupa que possa vestir ou levar na mochila? Não. Recebam os 137 euros e parem lá de chatear. Após as formalidades aeroportuárias habituais, entrar no avião e iniciar a viagem.

A cerca de uma hora da chegada a Newark, e depois de não ter comido a sandes de queijo que servem quando faltam cerca de duas horas para chegar, porque pensava comer qualquer coisa no aeroporto já que a escolha ali é maior, chega então o aviso por parte do comandante. Está mau tempo na zona de Nova Iorque, temos combustível que chegue e vamos ficar aqui no ar à espera que passe.

Olhar pela janela e ver um barco no oceano. Ver o sol a lentamente contornar o avião. Ir vendo uns episódios de séries para descontrair. Olha um barco no oceano que é igual ao anterior. Olha o sol a lentamente contornar o avião. Mais uns episódios. Olha um barco no oceano que é exactamente o mesmo que os dois anteriores.

Infelizmente não podemos ficar aqui no ar para sempre, vamos por isso aterrar em Baltimore, Maryland, mesmo pertinho de Washington DC. Aterrámos e estacionámos numa parte da pista. Ao fim de mais de duas horas, quando o avião já tinha sido reabastecido e as assistentes de bordo já tinham passado a distribuir uns pretzels e água, lá levantámos em direcção a Newark.

Chegada a Newark, esperar que tivéssemos uma porta para estacionar o avião e formalismos de fronteira. Desta vez foram rápidos, queriam era ver-se livre do pessoal e despachar as longas filas que se formaram por o aeroporto ter estado fechado.

Então e o meu voo para San Francisco? Temos pena, já foi há cerca de 3 horas. Então arranjem-me lugar no próximo. OK, sai daqui a 45 minutos. Voltar a passar pela segurança do aeroporto de Newark, como é habitual para quem lá faz escala com destino a outra cidade dos EUA, correr até ao terminal e ver que o avião estava atrasado 30 minutos.

Falar com o colega que se ofereceu para me ir buscar ao aeroporto e dizer que o voo vai bem mais tarde, se a oferta ainda se mantém, mesmo sabendo que o avião chegará depois da meia-noite. Sim mantém-se. Entrar para o avião e seguir viagem. Tentar dormitar um pouco, ainda que apenas por alguns minutos seguidos, durante várias vezes.

Chegar a San Francisco. Encontrar o colega e apanhar a bagagem. Chegar ao hotel por volta das 2 da manhã. Fazer checkin, receber a chave do apartamento partilhado com quartos e WC separados, mas com cozinha partilhada. O quarto é exactamente igual ao que tinha no ano passado, desde a planta das divisões, à disposição dos móveis, aos próprios móveis, aos lençóis e atoalhados e aos quadros na parede (esta foto, esta, esta, esta, esta e esta, à excepção do formato da piscina e do campo de mini-golf que este hotel não tem, são do quarto e do hotel do ano passado, mas podiam perfeitamente ser de agora). Tomar banho e dormir. A viagem durou 26 horas.

Acordar sobressaltado às 6.17 da manhã do dia seguinte, com o, até então desconhecido, despertador do quarto a tocar. Tentar voltar a dormir mais um pouco. Levantar, tomar o pequeno almoço. Não são só os quartos que são iguais, todo o hotel é igual. Até a comida do pequeno almoço. Esta malta tem um modelo de hotel e sabe ser fiel a esse modelo. Ir de boleia com um colega para o escritório, fser recebido com entusiasmo pela nossa secretária, ser recebido com mais entusiasmo ainda quando lhe entreguei uma garrafa de vinho do Douro, em jeito de cumprimento de promessa que tinha feito quando me fui embora no ano passado, ficar a conhecer os novos colegas para as próximas 3 semanas.

Um dia de trabalho, principalmente a ver o que as equipas estão a fazer em cima da nossa plataforma, deixar o colega no aeroporto ao final da tarde, regressar para o Barbequeue no hotel, em torno da zona da piscina. Dormir às 22.30, com a batalha do jet lag vencida!

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