Na noite de segunda para terça a unidade orgânica que mora no apartamento por baixo do meu resolveu deixar a televisão em altos berros e saíu do apartamento antes das 11 da noite, regressando apenas pelas 5 do dia seguinte. Resultado: uma noite demasiado curta para mim. Ontem o cenário estava diferente, pelo que consegui efectivamente dormir mais que 6 horas, o que não é nada mau.
O dia de hoje começou com a chegada do meu novo telefone. É um espectáculo e quer-me parecer que lhe chamam smartphone por alguma razão... Vale que temos um plano com dados ilimitados!
Seguiu-se então a chegada dos livros. Já que este país me está a fazer passar por momentos complicados, sempre que a comunicação com os nativos é necessária, decidi comprar uns livros de Alemão para principiantes. A ver no que isto dá.
Continuou-se então com o suporte a uma demonstração que amanhã acontecerá no Luxemburgo, para onde mandámos os nossos dois homens da frente. Liga assim, liga assado, parece que está quase tudo a funcionar. Vamos almoçar. No regresso do almoço, e porque hoje era dia de passeio de bicicleta para conhecer a cidade, acabar só o que estávamos a fazer para não deixar as coisas penduradas.
Meia-hora para a saída para o passeio. O que era apenas uma chamada para dizer que estava tudo bem, rapidamente se transformou numa cena digna de filme. Um dos equipamentos essenciais à demonstração explodiu por dentro. Nada de mais, em geral é o que acontece quando se ligam equipamentos desenhados para 110V numa corrente de 230V.
O que é que fazemos agora, perguntaram-nos eles de lá. Bem, nós vamos tentar resolver isto à maneira da NASA, que é como quem diz ver o que é que têm aí que possa desenrascar a situação, para não arruinar de vez a demonstração. Já voltamos a ligar.
Em cima da hora marcada, o homem que manda nisto tudo pede-nos para largar tudo o que estamos a fazer. Explicamos-lhe a situação, que não podemos deixar a malta no Luxemburgo pendurada. Ficamos no escritório, combinamos que quando estivermos prontos ligamos e vamos ter com o resto do pessoal.
Como é que fazemos isto? Eles têm lá outro equipamento igual, é ligá-lo e martelamos o sistema para reconhecer o novo equipamento em vez do antigo. Testes. Não dá, ao que parece o equipamento não era bem igual. A malta é desenrascada, se o equipamento parece igual mas não é igual, o software fá-lo ser igual. Martela-se o software e diz-se que uma coisa que é B, agora passa a ser A no sistema todo. Siga.
Ligar para o Luxemburgo. Pedir-lhes que testem, que isso não conseguimos fazer remotamente. Funciona. Óptimo. Não houve passeio para nós. Cheira-me que em vez de conheceremos a cidade de bicicleta vamos conhecê-la de uma maneira mais original, que eu depois haverei de contar.
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