Entusiasmado com a qualidade da visita guiada "grátis" por Berlim, decidi juntar-me de novo a esta malta, desta vez para uma visita guiada paga a Potsdam, uma cidade nos arredores de Berlim famosa pela sua história. Em jeito de resumo rápido, era aqui que residiam os reis da Prússia até 1918, e foi aqui que aconteceu a maior conferência dos Aliados depois da II Guerra.
Ia falhando o ponto de recolha porque o U-Bahn estava particularmente lento, mas lá cheguei mesmo em cima da hora. Esta visita só funciona às Segundas, Quartas, Sextas e Domingos, pelo que era mesmo importante chegar lá a tempo se a queria fazer este fim de semana. Atribuídas as pessoas aos guias, como tinha sido feito no dia anterior, estava na altura de apanhar um comboio e ir até lá.
Saindo do comboio em Wannsee, um lago enorme que há aqui nestas bandas, e apanhando o autocarro, que mais parecia uma autocarro em hora de ponta (turista sofre...), chegámos então à Glienicker Brücke, que liga Berlim a Potsdam. Esta ponte fazia parte do muro que em tempos dividiu a Europa, sendo que neste caso em concreto não havia muro de cimento, mas sim uma massa de água fortemente patrulhada. A cidade de Potsdam esteve escondida do "lado de lá" do muro até há cerca de 20 anos.
Andando mais um pouco, e passando por uma zona onde os locais praticam o Freikörperkultur, que se traduz por Cultura do Corpo Livre e sobre o qual não vou dizer coisa alguma (se tiverem muita curiosidade em saber, perguntem ao Google...), chegamos então a Cecilienhof, onde nos é dada uma lição de história sobre a conferência dos Aliados em 1945, bem como de todas as movimentações políticas de bastidores.
Seguimos então para a cidade de Potsdam propriamente dita, para recuperar energia e comer qualquer coisa. A cidade em si é simpática e vale a pena ver, mais que não seja pelo significado histórico que a mesma tem.
Seguem-se umas voltas pela cidade, com mais uns quantos apontamentos históricos à medida que os monumentos vão surgindo, como por exemplo a versão local da Porta de Brandeburgo.
Depois disso, a viagem prossegue até chegar a Sanssoucci, que era a casa de Verão de Friedrich II, também conhecido como Friedrich der Große, e que basicamente é um palácio assim a dar para o grande em estilo Rococó e que foi considerado património da humanidade pela UNESCO.
Para terminar a visita, há a salientar que o tipo foi aqui enterrado, mas junto a si não estão familiares, mas sim os cães, já que lhe eram mais leais que as pessoas... Às vezes percebo.
Ah, quase me esquecia. As batatas e nabos na campa do homem são uma homenagem ao próprio, já que ele é mais ou menos responsável pela introdução da cultura da batata nesta zona, uma das razões pelas quais muita da comida alemã é baseada em batata.
Finda a visita ainda antes de as nuvens largarem a carga de água que passaram metade da tarde a prometer, e que acabou por não chegar, estava na hora de apanhar o comboio de volta a Berlim.
Ainda deu para apanhar uns espanhóis a serem expulsos do comboio porque tinham bilhete mas não tinham validado, enquanto argumentavam que não sabiam que era preciso validar os referidos ingressos. e que ninguém os tinha avisado que era preciso validarem os bilhetes. Ao lado das máquinas de bilhetes há sempre outra máquina onde o mesmo tem de ser validado e esta máquina tem inclusivamente desenhos daquilo que é preciso fazer. De certeza que na cabeça daqueles tolos estas máquinas só lá foram postas porque ficavam bem.
Regresso a Berlim e jantar com o colega Grego, que é dos poucos que está por cá nesta semana. O bom de ter um colega Grego com quem jantar é que ambos fazemos parte dos países à rasca e portanto há sempre assunto para falar...
Sem comentários:
Enviar um comentário