segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Dia 29: o regresso ao outro lado do Atlântico

Já aqui referi que iria fazer uma interrupção nas minhas actividades relacionadas com as nuvens para lidar com assuntos pendentes das minhas funções habituais. Hoje foi o dia em que fiz uma viagem durante o período em que estava a fazer a viagem que me mantinha por Berlim, que é assim uma coisa parecida com o conceito que vem do Inception de ter um sonho dentro de um sonho...

Passadas as apertadas medidas de segurança no aeroporto de Lisboa para quem quer viajar para este país, inclusivamente tendo eu desta vez um dos meus nomes mal escritos no ESTA (Electronic System for Travel Authorization), o que me poderia ter custado a viagem, chegou então a vez de entrar no avião, uma vez mais para Newark. Lugar do meio, que pode ser algo mau, mas que desta vez era melhor que outros lugares incluindo os de janela e de corredor, porque era o lugar na fila da saída de emergência, que tem o dobro do espaço para as pernas.

À sempre tradicional pergunta "Beef or chicken?", respondi que queria o que quer que não tivesse queijo, ou o que tivesse menos, pelo que me calhou a carne de vaca. Estava razoável para comida de avião.

Chegada a Newark. Procedimentos habituais de segurança. As palavras Departamento de Defesa fecham muitas portas, mas dizendo-as na altura certa levam a que a malta da alfândega não se dê sequer ao trabalho de fazer mais perguntas. Bastou só dizer que foi o aquele departamento que pediu para eu cá vir...

Enquanto esperava pelo voo de ligação, tempo para ver os aviões da Continental que chegavam e partiam.


Lá ao fundo, Nova Iorque ali tão perto e no entanto tão longe. Já é a quinta vez que estou a esta distância da cidade e infelizmente ainda não consegui estar mais perto. Chegou então a vez de o avião que me iria trazer aqui se chegar ao terminal.


Sim, foi mesmo este. Uma viagem de pouco mais de uma hora e a chegada a Washington, Dulles. Pelo caminho deu para ver que há por aqui muitas casas com piscina, o que depois de sair do avião percebi que não era motivo para estranhar. Está calor e muito!

Procurar os tipos da Avis, já que foi com eles que a agência de viagem fez a reserva. Para carros de aluguer, é preciso apanhar um autocarro no aeroporto. Seja. Chegar lá, pedir a reserva, chegar ao carro. Tentar pedir à Samantha que me trouxesse aqui. Não sei se foi do tempo que passou na Europa, mas a Samantha estava um bocado baralhada e queria que eu fizesse uma viagem de 10 horas. Voltei à empresa de aluguer de carros e aluguei um GPS dos deles.

Quase uma hora e meia depois, cheguei então ao hotel. Tenho um quarto no quarto piso e, por incrível que pareça, tem mais espaço e condições que no apartamento que tenho estado a usar em Berlim.


Tirar as coisas da mala e sair para jantar. A ideia era ir a pé, mas já me esquecia que neste país isso é coisa que não se faz... Pelo que levei então a lata que me está atribuída por estes dias e que foi a mais barata que se arranjou... Um Hyundai que, como todos os outros carros aqui nos EUA, é especialista em fazer barulho e andar pouco.


Nota: como estou com 6 horas de diferença para Berlim, e não vou alterar o fuso horário em que coloquei o blogue que é precisamente o de Berlim, até me ir embora as horas das entradas vão parecer um pouco estranhas. É só retirar 6 horas para saber a hora real, o que no caso em concreto desta entrada significa que a mesma foi escrita à volta das 23.00 do dia 29 e não à volta das 5.00 da matina do dia 30.

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