sábado, 7 de agosto de 2010

Dia 7: chuva, escritório e um pequeno passeio

O dia começou com uma busca por um serviço de lavandaria nas imediações do apartamento, já que o dito está dotado de uma máquina de lavar, mas não há propriamente sítio para secar a roupa. Encontrada uma loja com roupa pendurada, entrei e perguntei se a senhor falava Inglês. Falava um pouco. O suficiente para me dizer que o serviço de lavandaria é do outro lado da rua.

Chegar lá e perguntar se fala Inglês, dizer que não falo a língua deste país. A senhora respondeu-me em Alemão, o que bem vistas as coisas é uma consequência lógica de eu ter perguntado em Alemão se a senhora falava Inglês e de ter dito que não falo Alemão. Ou seja, disse em Alemão que não falo Alemão... Boa! Ok, não consegui chegar a entendimento com a senhora, voltei para o apartamento.

Estava então na hora de sair para ir ter com algumas das pessoas ao escritório, já que o sistema não está a funcionar e queríamos resolver o assunto. Tenta daqui, tenta dali, manda a máquina que está na Califórnia reiniciar, respira fundo e sente os suores frios durante os 60 minutos que a máquina demorou a voltar a estar disponível. Já experimentei várias vezes a relatividade do tempo, mas nunca 60 minutos me pareceram demorar tanto.

Hora de almoço. Para onde é que vamos desta vez? Uma viagem de U-Bahn levou-nos até Potsdamer Platz, uma das zonas centrais da cidade. Almoço no Haus Der 100 Bier, onde a comida é boa, seja nos peixes, seja nas carnes, seja nos vegetarianos, os empregados falam inglês e há um pouco mais de 100 cervejas para acompanhar.

Como já tinha estado em Berlim em 2008, para este primeiro dia tornei-me no guia não oficial para os colegas que estavam comigo.

Umas voltas ali à volta, uma passagem pelo Sony Center, onde haveremos de voltar uma destas noites para ver a cobertura iluminada, andar um pouco e chegar até ao famoso Brandenburg Tor. É um dos ícones mais famosos de Berlim e tem uma grande história para contar.


Ali perto fica também o edifício do Reichtag, ou parlamento, um dos outros símbolos de Berlim. Dizem que da cúpula se consegue ter uma vista espectacular sobre a cidade, mas nós acabámos por não comprovar essa afirmação, dado que a fila era extensa e assim como assim temos mais ou menos 6 meses para ver isso.

Depois disto estava na altura de começar a andar. Queríamos percorrer a Unter den Linden, a avenida à frente de Brandenburg Tor, mas a chuva que começou a cair fez com que a viagem fosse encurtada, tendo nós entrado no U-Bahn e seguido caminho até ao escritório.

 
Lá pelo meio fica uma passagem na estação Hauptbahnhof, que é um monumento à arquitectura moderna e engenharia que tem de ser visto in loco, para trocar para o S-Bahn, ou comboio de superfície. Por muito que tenha tentado, nenhuma foto ficou em condições de demonstrar a grandeza desta estação multi-modal. Se achavam que a Gare do Oriente tinha muitos níveis, esqueçam. Esta tem mais e maiores.

Chegados ao escritório, mais umas tentativas de colocar o sistema a funcionar, infelizmente sem sucesso. Na segunda-feira chega o especialista nesta parte do sistema, terá logo à sua espera um presente de boas-vindas. Regresso ao hotel para uns, e no meu caso ao apartamento, antes do reencontro para jantar.
OK, se não me entendi com a senhora da lavandaria, então tenho de me desenrascar de outra forma. Coisas para dentro da máquina, adicionar detergente, colocar a máquina a andar. O problema de secar a roupa logo se resolverá.

Saída para jantar. Encontrar o pessoal na zona do hotel. Para onde vamos desta vez? Friedrichstraße, que é uma avenida que atravessa a zona rica da cidade, com lojas de tudo o que conseguirmos imaginar no departamento das coisas que se descrevem com a expressão "se precisas de perguntar o preço, então não consegues pagar".

Mais volta menos volta e decidimos ficar pelo Maximilian's, que ao contrário do que se pensa não é um restaurante italiano, mas sim um restaurante com comida típica da zona da Bavária. A melhor comida que já comi desde que cá estou. É caso para dizer: se estiverem em Berlim, vão comer a Munique. Atenção que a cerveja mais escura começa a subir à cabeça a meio da segunda caneca!

Chegar ao hotel e ver como se resolve a questão da roupa por secar. OK, há um estendal daqueles portáteis. Menos mal, é colocar lá a roupa. E agora o que é que faço com o estendal? Não deve chover esta noite, pode ficar na varanda.

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