sábado, 14 de agosto de 2010

Dia 13: sexta-feira

Sexta-feira 13. Dizem alguns supersticiosos que é um dia de azar, dizem outros que é um dia de sorte. Arthur C. Clarke, o escritor por trás de obras como 2001: Odisseia no Espaço, 2010, entre outras, diria  numa adaptação muito livre das palavras originais, que é um dia normal, já que os sagitários não acreditam em astrologia uma vez que são cépticos. Confirmo.

Depois de um dia normal no escritório, o regresso ao apartamento para largar os portáteis antes de ir jantar. Fazer algumas estações de metro e chegar a uma zona mais central da cidade. Encontrar mais três colegas para jantar, não sem antes ter de recorrer várias vezes ao mapa do telefone, porque a estação de metro tinha várias saídas e eu optei pela menos oportuna.

O jantar foi num sítio onde já tínhamos ido anteriormente, porque a comida é bastante boa e não desilude: Maximilian's que já foi falado aqui. Pernil, que é para ter lastro para a cerveja.


Perto do fim, uma interrupção na refeição motivada pelo aparecimento de gotas de monóxido de dihidrogénio, que nos levou a trocar a esplanada exterior pela esplanada interior. Depois disso, umas voltas pela cidade, a passar por alguns dos pontos mais conhecidos daqui.


Checkpoint Charlie, ou o ponto onde estrangeiros ou membros das forças aliadas podiam fazer a travessia (a pé ou de carro) entre o lado Oeste e o lado Este de Berlim. Como se pode ver, o sítio já está mais "ocidentalizado".


Uma passagem pela maior extensão do muro na posição e localização originais. Neste sítio, como em muitos outros pode acompanhar-se uma linha no chão que indica o sítio onde o muro outrora se erguera. Esta linha leva-nos de novo à Potsdamer Platz


A Postdamer Platz é uma das zonas com mais vida da cidade de Berlim e os edifícios não poderiam ter ar mais Ocidental. Um dos edifícios que nesta área mais se destaca é o Sony Center. O Sony Center é um conjunto de edifícios em jeito de praça, que têm uma espectacular cobertura e que alojam várias esplanadas. As fotografias não conseguem reproduzir o esplendor do sítio.

Findo o passeio, estava na hora de largar os companheiros de jantar e ir ter com o pessoal que faz questão de sair todas as sextas-feiras à noite. Rumo então à Alexanderplatz, o sítio onde as coisas acontecem naquele que em tempos foi o lado Este da cidade.

A passagem pela famosa torre da televisão, umas chamadas para encontrar o pessoal e chegar ao bar. Depois de algum tempo por lá, uma incursão nos clubes de dança, vulgarmente conhecidos por discotecas, da região. Saí de lá às 2.00, deixando lá os colegas, cheguei ao apartamento às 3.00, e fiquei com a certeza que efectivamente aquele não é o meu registo, mesmo que me queira esforçar bastante por lá estar algumas horas. Venham de lá os bares dignos desse mesmo nome, que por mim terão sempre freguesia. São mais interessantes e não se precisa de gritar para falar com as outras pessoas!

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