quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dia 32: um dia no laboratório da defesa

Hoje conseguimos entrar finalmente na base. À hora marcada lá estava o nosso anfitrião e a papelada burocrática já tinha entrado no sistema. Temos de andar sempre com uma etiqueta vermelha a dizer que somos estrangeiros e por isso precisamos de andar sempre acompanhados com alguém da base. Para além disso temos outra etiqueta a dizer que podemos andar naquele edifício em particular, sempre e apenas com alguém por perto. Idas à casa de banho só com hora marcada...

Telefones lá dentro é que não, câmaras nem pensar. E também fomos avisados para não exceder as 25mph de velocidade dentro da base, porque os MP são tão maus como o papão ou ainda piores. Lá tive que relembrar a esta gente que, apesar de não ir exceder o limite de velocidade, sendo eu um cidadão não americano, polícia militar americana não tem qualquer jurisdição para fazer seja o que for, e muito menos para prender ou fazer aplicar a justiça militar. Mania que estes tipos têm que são os polícias do mundo...

Internet temos, mas só chegou a meio da tarde. Ainda veio a tempo de mandar uns emails aos colegas a perguntar coisas sobre o sistema, já que não o uso habitualmente. Para além de ajudar uns colegas a instalar equipamento de rede, incluindo apertar parafusos, passei o dia a não fazer nada de útil a não ser responder às perguntas que me foram sendo feitas de vez em quando. Estou a pensar seriamente levar para lá um livro se isto continuar assim tão animado.

Na sala onde estamos, que está cheia de equipamento de rede, a temperatura está tão baixa que chega a saber bem apanhar o calor  da rua, ainda que só à hora de almoço ou à saída. O sistema parece estar mal instalado e está a gerar alguns erros que não são normais. Amanhã vou tentar instalar o sistema noutro computador. Por hoje as actividades terminaram às 15.30. Vida de militar é assim.

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