Chegado o primeiro fim de semana por estas bandas, chegou também a oportunidade de conhecer um pouco melhor a cidade capital deste grande país. Comecemos então por explicar a questão do DC que aparece no nome desta cidade. Basicamente o DC significa District of Columbia, que muito rapidamente corresponde à cidade de Washington.
Ao que parece o primeiro artigo da constituição desta gente diz que existe um distrito federal, diferente dos estados, para ser a capital do país. Esse distrito é precisamente o Distrito da Colúmbia. Ao ficar a saber isto, fui reler a nossa constituição só para saber a diferença de importância que cada país dá ao primeiro artigo. E lá está, para quem quiser ler: "Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária". Pronto, começa logo aqui...
Agora que a aula de história já desmotivou as cerca de 23 milhões de pessoas que aqui passam a ler isto todos os dias, continuo com a toada habitual deste sítio que é para isso que as restantes cerca de 7 pessoas cá estão de visita.
Comecemos então. Saída do hotel por volta das 10.00, tendo aproveitado o dia para descansar mais um pouco, ainda que o jet lag me tenha feito acordar de novo várias vezes durante a noite e às 6 da manhã como é costume. Parar para pôr gasolina no rodinhas, a ver se não ficamos pelo caminho. Numa semana aqui gastei dois terços do depósito. Não fazia a mínima ideia de quanta gasolina é que precisava para ficar cheio. Agora já sei. 20 singelos dólares, o que de certa forma me tranquiliza, já que eu andava a pensar que o carro andava a emborcar que nem uma esponja, mas afinal tem é um depósito pequeno.
Chegado a Washington, e depois de confirmar que os parquímetros ao Sábado também se pagam, decidi parar o carro num parque de tarifa única. 10 dólares para parar o dia todo não me parece mau. E depois procurar o sítio onde a visita se iniciaria.
Jeffersonian Institute. Tinha ficado de me encontrar com a Emily Deschannel, que faz de Dra. Temperance 'Bones' Brennan, mas ela não estava. Nem tão pouco estava a Zooey, a irmã mais nova e que aparece num episódio a fazer de prima da Emily.
Agora que já deixei a parvoeira tomar conta disto, vamos de volta à realidade: o Jeffersonian Institute da série "Bones" é inspirado no Smithsonian Institute, de que faz parte o edifício da foto acima. Trata-se do Smithsonian Castle e é por lá que deve começar a visita de quem vier para ver alguns dos museus mais interessantes que há em Washington, pois é possível reunir muita informação útil sobre todos os museus que fazem parte do Smithsonian Institute.
Não era o meu caso hoje, pelo que a visita à cidade continuou em regime de turista. E turista que é turista anda a pé, mesmo que algumas horas depois as pernas se ressintam.
À volta do Smithsonian Castle estão vários museus, mas aquilo que se nota logo quando se chega a uma avenida enorme e bastante verde, são dois dos marcos mais famosos de Washington.
Para Oeste o Washington Monument, para Este o edifício do Capitólio. E sim, aquela nuvem por cima do obelisco parece mesmo a Starship Enterprise! Vamos então para Este, e vejamos o que nos aparece pelo caminho.
A National Gallery of Art e a Capitol Reflecting Pool são alguns dos monumentos pelos quais temos de passar antes de chegar ao Capitólio propriamente dito. Surpresa mesmo é ouvir alguém a falar Português, ainda que seja com sotaque da zona a Norte de Coimbra. Claro que fui lá oferecer-me para lhes tirar a foto e ficarem todos na dita. Passado o momento, era altura de ver a Civil War Sailors Statue e então todo o esplendor do Capitólio.
É mais ou menos como o costumamos ver nos filmes. Já que lá estava, toca de pedir a um turista para me tirar uma foto, assim em jeito de provar que eu cá estive.
Contornando o Capitólio, podem então encontrar-se outros edifícios importantes, como sejam o US Supreme Court ou o Senado.
Ali na zona fica também a Union Station, que apareceu em numerosos filmes, e que é a estação principal de Washington, aquela que serve de porta de entrada para quem visita a cidade de transportes públicos.
Cá fora há um monumento de homenagem ao homem que descobriu estes Índios, quando queria descobrir os outros: Colombo, e também um grande sino.
Por dentro a estação tem um aspecto a condizer com o exterior.
Voltando à zona principal dos museus, começando a andar para Oeste, vê-se o Jardim Botânico, que é um espaço onde se podem ver exibições de plantas. Nos minutos que demorei a atravessá-lo, também fiquei com a sensação que tem uma atmosfera muito Zen...
Hora de almoço. A fome aperta e à vista só há barracas a vender cachorros e uma casa de tapas. Venham as tapas, ainda que seja melhor pedir duas doses de tapas para fazer de almoço...
Findo o almoço, estava na altura de continuar para Oeste. Passagem pelo museu dos espiões e, já que falo de espiões, não poderia deixar de referir o J. Edgar Hoover Building, que é como quem diz o edifício do FBI, até chegar ao Washington Monument.
De lá pode então ver-se a casa mais famosa do mundo, bem como o Lincoln Memorial.
Memoriais é o que não falta nesta cidade e se eu fosse pôr uma fotografia de todos os que vi, amanhã ainda aqui estava a escrever. Estava então na altura de aproximar da dita casa, para ver mais de perto e à volta.
Acho mal que ninguém tenha dito ao dono da casa que eu estava cá hoje, que eu queria mesmo dizer-lhe que se um dia ele se cansar de mandar nestes loucos, há um pequeno país Europeu do outro lado do Atlântico em que ele conseguiria fazer muito mais do que tem feito por aqui com menos de metade do esforço...
Comprar uma recordação do sítio, passar pelo edifício do Tesouro e seguir para a Extra Mile, que é uma espécie de passeio da fama onde se dá destaque a pessoas que viveram o voluntariado, como por exemplo Edgar Allen, que celebrizou a expressão "A sua/tua vida e a minha devem ser avaliadas não pelo que dela tiramos, mas pelo que damos."
Pelo caminho ainda tempo para tirar a melhor fotografia do dia.
Uma águia a dominar uma bola é, sem sombra de dúvida, uma boa candidata à melhor foto do dia. Mas eu consigo fazer muito melhor que isso, e com o que fiz antes de tirar a foto acima posso retirar mais um item da lista das coisas que quero fazer durante a minha vida. Sem mais demoras, aqui está a melhor foto do dia!
Posso estar a muitos quilómetros de casa, mas nunca me esquecerei de quem sou! Mesmo que chegue ao hotel e repare que deixei na loja a camisola que comprei, ligue para a loja e fique a saber que alguém ficou com uma camisola grátis...
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